19.10.06
De amanhã não passa. Pego na mão dela e digo: "Daqui você não sai mais!" Assim mesmo, todo mandão e dono de mim e dela. Sem espaço para mas, serás, ou senões. Foram 25 dias de agonia, alguns passados em São Paulo, outros no meio do mato. Os quatro dias de sul não sanaram nada e deixaram a distância ainda mais sentida. Uma coisa louca de se separar da mesma pessoa em dois lugares diferentes pelo mesmo motivo. Mas de amanhã não passa. Chego e digo: "Agora és minha e de mais ninguém!" Enfático. Pelo menos até dezembro. Ai, tem natal, reveillon e talvez ela se vá de novo, mas quem sabe eu não vou com ela. Que agonia.
18.10.06
"Eu quero foder o Lula e o PT!"

lanterninha preta
madrugada sem colcha (ou seria lençol) e a absurda necessidade de que Ane volte do exílio sulista. sem ela, corro risco de ficar sem roupas brancas, bom senso e voz. nessa ordem. está claro que esse é mais um daqueles tópicos que não merecem capitulares.
17.10.06
A morte de uma gata

Porto Alegre ficou para trás, pelo menos até o natal, quando pode voltar a ser. Da saudade, restou quase nada. Tudo é diferente, mesmo com apenas seis meses de idade. fez frio, sol, chuva e 3 x 0. Fora isso, uma gata a menos no sábado e mil beijos para Katarina. Fui e voltei e Ane não voltou. Até sexta sou só eu, mas depois seremos apenas cama desarrumada.
11.10.06
As mesmas ruas de tempos atrás

9.10.06
São Paulo, os japoneses e a bienal

Tinha aquela idéia idiota de que São Paulo é uma cidade horrível e caótica. Quanto ao caos, ainda não vi porque sempre à visitei no sábado ou na sexta à tarde. E, sem carro, nunca fiquei preso em engarrafamento. A primeira surpresa porém foi ver que mesmo lotada além da compreensão, sampa é mais organizada do que o Rio. A segunda impressão já era uma suspeita. Lá tem tudo. Não muito ou demais, mas tudo. Esse final de semana ainda tinha a Bienal. Quatro horas dentro do pavilhão e mesmo assim não vi direito e vou voltar. Por fim, fiquei com uma vontade de alugar um quarto e sala na Liberdade, levar Ane para lá e arrumar um emprego na Folha ou no Estadão. Acho que me sentiria melhor do que em Vargem Grande.
5.10.06
4.10.06
Um comentário para Katarina
Uma das pessoas mais veementes que neu conheço é Katarina. Pernambucana que vive em Porto Alegre. Esse pequeno textinho é um comentário ao post "O voto da palestina", que ela colocou lá no blog dela. Sobre o Lula e toda essa loucura que virou a política nesse país. Bem aventurados sejam os que moram no sul. Lá a esquerda se chama Olívio, usa um bigode característico e não pode ser confundida com nada.
Ah, Katarina, juro que não sei o que pensar. Se bem me lembro, quando deixei Porto Alegre, vc dizia cobras e lagartos do Lula. Demorei a aceitar aquilo tudo. Hoje, quando já tomo todas as decepções como verdade, me deparo com esse texto. E agora? Daqui do Rio, o Lula parece muito diferente, com apoio do Crivella e subindo no palanque do Newton Cardoso, em Minas, e do Jader Barbalho, no Pará. Juro que não sei o que pensar.
Ah, Katarina, juro que não sei o que pensar. Se bem me lembro, quando deixei Porto Alegre, vc dizia cobras e lagartos do Lula. Demorei a aceitar aquilo tudo. Hoje, quando já tomo todas as decepções como verdade, me deparo com esse texto. E agora? Daqui do Rio, o Lula parece muito diferente, com apoio do Crivella e subindo no palanque do Newton Cardoso, em Minas, e do Jader Barbalho, no Pará. Juro que não sei o que pensar.
2.10.06
Primeiro de outubro
Doído mesmo é ver o Collor eleito para o senado por Alagoas, e na vaga da Heloisa Helena. Fora isso, só a loucura coerente dos gaúchos de nunca repetir governadores: Yeda e Olívio no 2º turno. No Rio, vamos de Frossard para ver se conseguimos tirar o casal de vampiros de Campos do Guanabara: fora Cabral. Sobre o Lula, vai ser um voto doído e amargo. Quem diria, votar no PT com uma dor no coração. Como tenho saudades da campanha de 1989, quando o Lula era o bem. Por pior que seja, Alckimin é pior. Tucanos no palácio é demais. Agora, chato mesmo, é ver Maluf, Russomano, Clodovil e Eneas como os mais votados para deputado federal em São Paulo. Pelo menos o Suplicy se reelegeu.